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Thiago é jornalista, locutor e produtor à frente de empresas como o Studio Mu e dos Canais AudioProdutor e GospelBeats

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Streamers brasileiros de games contam que audiência aumentou durante pandemia

Produtores de conteúdo do gênero observaram crescimento de até 100% na audiência, e contam que transmissões também se multiplicaram.

O público que curte assistir a outras pessoas jogando games ao vivo cresceu no Brasil por causa da quarentena provocada pela pandemia do novo coronavírus. Alguns dos principais streamers do gênero no país observaram um aumento de até 100% na audiência desde meados de março — e também na concorrência, na interatividade e no stress de seu público.

Duas das maiores plataformas de transmissão de games, YouTube e Facebook Gaming, não divulgam dados do período. Já a Twitch, serviço focado em stream de jogos, afirma que acompanhou “um aumento significativo” na audiência.

O crescimento acompanha tendência observada em outros países. Uma pesquisa divulgada no começo de abril indicou que o consumo de transmissões de games subiu 50% nos Estados Unidos. Na França, o índice chegou a 40%.

BRKsEdu joga 'Final Fantasy 7 Remake' em seu canal no YouTube — Foto: Reprodução/YouTube/BRKsEdu

BRKsEdu joga ‘Final Fantasy 7 Remake’ em seu canal no YouTube — Foto: Reprodução/YouTube/BRKsEdu

Reflexo do isolamento

Eduardo Benvenuti, mais conhecido como BRKsEdu, conta que observou um crescimento de 66% em visualizações e de 97% em tempo de exibição em seu canal no YouTube, com mais de 8 milhões de inscritos.

O streamer de jogos como “GTA V” e “The Last of Us” diz que vê a alta como algo natural ao isolamento social.

“Ficar preso dentro de casa pode ser bastante entediante, então entendo claramente que as pessoas estejam buscando distrações, sejam através de streaming de música, seriados, filmes e esportes.”

Ele lembra, no entanto, que a alta pode ter sido motivada também por grandes lançamentos, como os remakes de “Final Fantasy VII” e “Resident Evil 3”, além de notícias sobre a próxima geração de consoles.

Bruno 'PlayHard' joga 'FreeFire' em seu canal no YouTube — Foto: Reprodução/YouTube/PlayHard

Bruno ‘PlayHard’ joga ‘FreeFire’ em seu canal no YouTube — Foto: Reprodução/YouTube/PlayHard

Mais stress

Bruno Oliveira Bittencourt, do canal PlayHard, conta que as visualizações aumentaram de 24 milhões em fevereiro para 31 milhões nos últimos 30 dias.

Em seu canal com mais de 11 milhões de inscritos no YouTube, ele se especializou principalmente em jogos de celular, como “FreeFire” e “Clash Royale”.

“Com as pessoas em casa, eu achei que o público ia dobrar, mas o que acontece é que a oferta cresceu muito também, então os números não ficam tão gigantes assim para cada stream”, afirma “PlayHard”.

Ele conta que percebeu um engajamento maior de seus seguidores, mas que, com isso, também notou algo não tão agradável, que pode ser reflexo do período tenso.

“Tenho reparado coisas que não acho que seja bom destacar tanto, mas os seguidores estão mais estressados. Eles estão mais reativos a coisas negativas.”

Diana Zambrozuski joga 'Call of Duty: Warzone' em seu canal no Facebook Gaming — Foto: Reprodução/Facebook/Diana Zambrozuski

Diana Zambrozuski joga ‘Call of Duty: Warzone’ em seu canal no Facebook Gaming — Foto: Reprodução/Facebook/Diana Zambrozuski

Mudança de hábitos

Uma das principais streamers do Facebook Gaming, Diana Zambrozuski tem mais de 1,6 milhão de seguidores em seu canal na plataforma da rede social. Sua audiência dobrou desde o final de março.

Para ela, a audiência, que costumava ser maior durante a madrugada, cresceu mesmo ao longo do dia. Por isso, tem feito suas transmissões mais cedo e por mais tempo.

Além disso, notou que as pessoas têm interagido mais durante as live. “Também percebo que as pessoas começam a interagir entre si no chat, e em seguida começam a fazer grupos e formar verdadeiros vínculos de amizade”, diz a jovem de 22 anos.

“As pessoas assistem lives de jogos tanto por gostarem da pessoa (streamer) tanto por causa do jogo. Tem muita gente que gostaria de jogar o jogo mas não tem um computador ou um videogame em casa, e com as lives elas conseguem desfrutar e conhecer o jogo como gostariam.”

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